Confira neste artigo alguns erros de português que são comuns no trabalho. Abaixo ou a baixo?

Será que você está “matando” a gramática dia após dia sem perceber?

Muitas pessoas no dia a dia acabam cometendo certos erros de português sem nem perceber o quanto isso pode prejudicar o seu crescimento profissional. Na etapa do processo seletivo, por exemplo, levanta-se que existe uma taxa de reprovação por erros gramaticais de aproximadamente 60% dos candidatos. Isso tem aumentado gradativamente ao longo dos anos.

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Esse é um dado muito assustador. Até porque quem comete erros gramaticais, prejudica a sua própria imagem e acaba perdendo algumas oportunidades no mercado de trabalho. Assim até mesmo de ser promovido! Já pensou nisso? Se você quer ficar atualizado e não quer cometer esses erros, vem com a gente!

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Erros mais comuns que muitos profissionais acabam cometendo

1. “Eu vou estar estudando francês no próximo ano.”

Entre todos os erros comuns de português, este tem nome! “Gerundismo”. E tenha certeza que isso é péssimo para sua imagem. Não tente “enfeitar” a sua frase ou e-mail com essa frase. O correto é se dizer “Eu vou estudar francês no próximo ano” ou “Estudarei francês no próximo ano”. Simples e pratico.

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2. “Segue os relatórios”

Vamos a primeira regra da concordância verbal: O verbo deve concordar com o sujeito, mesmo quando o sujeito vem depois, como é o caso de cima. O correto nessa frase é “SEGUEM os relatórios”, no plural, além do que são mais de 1 relatório, certo? Caso seja apenas 1 relatório o correto é “SEGUE o relatóriO“. Dobre a sua atenção quando a frase que estiver usando for longa. Um outro exemplo é “O dono desses carros são muito felizes”, nesse caso como o núcleo do sujeito da frase está no singular, o verbo também deverá ficar no singular: “O dono dessE carrO é muito feliZ“.

3. “Houveram problemas no seu voo”

A frase está errada! O Certo é “Houve problemas em seu voo”. Quer saber o por que? Haver está no sentido de existir (ou quando indica “tempo”) não tem sujeito. Com isso, sempre fica na terceira pessoa do singular. Exemplos sobre isso: “Houve dez problemas, Há dez problemas, Haverá dez problemas”. Quando surgir a dúvida na sua mente, pense sempre no presente. Você quando vai falar, diz: Hão problemas? ou você diz: Há problemas!? A lógica é sempre a mesma para o pretérito ou para o futuro!

4. “Ele falou pra mim fazer”

Esse é um dos erros mais comuns sabia? Então não se assuste caso veja um desses por ai. Quando você vai conversar com alguém você diz “MIM vai almoçar?” Não né. Mas é comum em um e-mail ou texto acontecer da sua mente “travar” e dar vontade de escrever a palavra MIM. Lendo a frase corretamente, pode parar meio estranho, mas é o correto. Só use a palavra MIM em casos isolados, tal como: “ele gostou de mim!” ou “Ele fez o trabalho pra mim.”

Confira neste artigo alguns erros de português que são comuns no trabalho. Abaixo ou a baixo?
Confira neste artigo alguns erros de português que são comuns no trabalho. Abaixo ou a baixo?

5. “Porque eu não fui o promovido?”

Vamos lá, do começo.

  1. Use sempre o “Por que” separado quando for inicio de uma pergunta.
  2. Use sempre o “Por que” separado e sem acento sempre que conseguir substituir ele por “Por qual motivo”. Exemplo prático: “Eu não sei por que eu não fui o promovido.” – (“Eu não sei por qual motivo não fui o promovido”).
  3. Use sempre o “Porque” junto quando for uma resposta
  4. Use sempre o “Por quê” separado com esse acento quando ele estiver isolado no fim de uma pergunta, um exemplo pratico: “Eu não acredito nisso, você acredita? Por quê?”
  5. Use sempre o “Porquê” junto e com acento quando ele estiver junto com o O e conseguir substitui-lo por “motivo”. Exemplo pratico: “Eu não sei o porquê dessa confusão toda.” – (“Eu não sei o motivo dessa confusão toda.”)

6. “Fazem quatro meses que eu procuro um emprego”

Nesse caso, entra no item 3. É o mesmo de “Haver” no sentido de existir: não existe sujeito. Assim, deverá sempre ser no singular. “Faz dez anos, Faz um ano, Faz mil anos”. Ok?

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7. Em baixo ou Embaixo?

Agora vamos falar sério, quem nunca se confundiu no momento de escrever onde está algo? Vamos explicar:

Em baixo não é lugar e sim um adjetivo.
Exemplo pratico: Eu falei em baixo volume de voz. Ou aquela obra em baixo-relevo.

Embaixo é o advérbio de lugar, ou seja, sempre será escrito de uma forma.
Exemplo pratico: A caneta está embaixo do diário.

8. “Vamos se ver amanhã?”

Falar dessa forma pode ser muito comum, mas é totalmente errado. Vamos conjugar um verbo rapidamente? Encontrar:
Eu me encontro, Tu te encontras, Ele (você) se encontra, Nós nos encontramos, Vós vos encontrais, Eles (vocês) se encontra.
Assim da próximo vez que for confirmar o encontro com alguém, tente sempre escrever “Vamos NOS ver amanhã?”.

9. “Eu tive diversas assertividades nos testes”

Tenho certeza que o seu foco nessa frase era dizer que você acertou bastante. Ainda que seja um pouco comum você confundir e usar a palavra no sentido de “Acertar”, quando você diz “Assertividade” significa de uma forma direta e claro. Ela não quer dizer que você acertou algo. Ok?

10. a baixo ou Abaixo?

Essa é uma das duvidas mais comuns na hora de escrever. Assim vamos explicar na pratica:
Você deverá usar o “Abaixo” somente quando for indicar alguma localização (Abaixo de algo, por exemplo).
Exemplo pratico: “As instruções estão abaixo” ou “O orçamento foi abaixo” ou “Ela mergulho rio abaixo”.

Você deverá usar o “A baixo” quando estiver citando algo que foi de cima para baixo (De baixo para alto, por exemplo). Para não errar, considere usar essa expressão somente quando ela puder ser substituída por “para baixo”.
Exemplo pratico: “Com toda essa chuva, a empresa escorregou para baixo no estacionamento.”

11. “Esse curso é gratuíto”

Não, está totalmente incorreto! Ele é “gratuito”. Neste caso como não tem há acento na palavra, devemos falar o “U” como sílaba tônica, como se a palavra se transformasse em “GratÚito”.

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About The Author


Matheus Henrique

Jornalista e Redator com vasta experiência na criação de conteúdo para Web. Atuo também como Designer e Gestor de trafego na Empresa Boas Ideias. Desde 2017 na área de redação, produzo conteúdos sobre Economia, Finanças e Trabalhistas.